Raio X dos Contratos
Todo contrato parece bom até alguém discordar.
Você responde algumas perguntas sobre como trabalha hoje. No fim, vê onde o seu contrato cala justo quando deveria falar por você.

Para quem é
Contrato genérico protege genericamente. Por isso o Raio X pergunta primeiro que tipo de relação é a sua, e só depois começa.
01
Você tem gente trabalhando com você
Funcionários, PJ, MEI, autônomos, estagiários. Se você já pensou “às vezes eu mantenho um funcionário ruim só para não correr o risco de ser processado”, o Raio X mexe exatamente aí: no que na sua rotina alimenta esse medo, e no quanto dele tem base.
02
Você presta serviço e quer proteger os seus contratos
“Eu trabalho muito mais do que vendi.” Autônomo, freelancer ou empresa que atende clientes. O Raio X procura onde o escopo cresce sozinho, onde o cliente some depois de receber, e por que cobrar o que é seu virou a parte mais difícil do trabalho.
03
Você tem parceria com outro profissional ou empresa
Clínica e dentista, dois autônomos que atendem juntos, negócios que dividem receita. O Raio X testa a sua parceria no ponto em que ela começa a dar dinheiro, que é quando aparecem os problemas e quando cada um passa a lembrar de um jeito do que foi combinado de boca.
04
Você tem salão, barbearia ou clínica de estética
Seja você o dono do espaço ou a profissional parceira, o medo aqui tem nome: “ela saiu e levou metade da agenda”. O Raio X olha o que a Lei do Salão Parceiro exige, o que o seu contrato deixou em aberto, e o quanto a rotina de vocês combina com o que está escrito.
A primeira pergunta decide o caminho. Depois dela as perguntas mudam, o resultado muda, e o que você recebe fala da sua situação, não de um empresário genérico.
O que passa batido
Nada disso vira problema no dia em que acontece. Vira meses depois, quando a relação azeda e alguém vai procurar o que estava escrito para se defender.
Nenhum desses pontos aparece sozinho. Ele fica ali funcionando, sem incomodar ninguém, até o dia em que a relação desanda e alguém precisa provar alguma coisa. Aí sim alguém vai procurar o que estava escrito, e quem procura primeiro é quase sempre a outra parte. O Raio X é você procurando antes.
O que muda no dia ruim
Contrato não é papel de gaveta. Ou ele responde a discussão no dia em que ela aparece, ou ele não serviu para nada.
Hoje
Você contrata do jeito que sempre contratou e torce para dar certo. Se alguém questionar amanhã, o que existe de escrito é um modelo que não descreve a rotina de ninguém.
Com o contrato certo
A forma de contratar foi decidida olhando como a pessoa trabalha de verdade, e os documentos do dia a dia acompanham. Você para de contar com a sorte.
Hoje
Você entregou, o cliente sumiu, e agora você trava na hora de cobrar. Cobrar parece que você está fazendo algo errado, quando o trabalho já saiu da sua mão.
Com o contrato certo
Prazo de pagamento, o que acontece no atraso e o destino do que já foi entregue estão escritos desde antes de começar. Cobrar vira só a execução do que foi combinado.
Hoje
A parceria começou a dar dinheiro. Vocês dois lembram de um jeito diferente do que foi combinado, e nenhum dos dois está mentindo.
Com o contrato certo
A divisão, os custos e quem responde ao cliente foram escritos enquanto ainda era fácil decidir, e nas duas direções: o que cabe a cada lado. Não existe a versão de um e a versão do outro.
Nenhuma dessas respostas sai de modelo pronto. Sai de olhar como o seu negócio funciona de verdade e escrever o que os dois lados vão precisar quando a conversa ficar difícil.
Comece o seu Raio X
Responda com sinceridade, inclusive nas respostas que você não vai gostar de marcar. Ninguém além de você vê o que foi respondido, a não ser que você decida deixar seus dados no final.